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O ROI mora na passagem de bastão entre marketing e vendas

O ROI mora na passagem de bastão entre marketing e vendas

Toda empresa quer saber qual foi o retorno do investimento feito em marketing.

Quantos clientes vieram das campanhas? Quanto cada canal gerou em receita? O conteúdo ajudou a vender? Os leads entregues realmente tinham potencial?

As perguntas são importantes. O problema aparece quando a responsabilidade pelas respostas fica restrita ao marketing.

Marketing pode gerar contexto, construir autoridade e despertar demanda. Mas, depois que um potencial cliente demonstra interesse, outras etapas precisam funcionar: a pré-venda deve qualificar a oportunidade e a equipe comercial precisa conduzir a negociação.

Se essa passagem de bastão falha, parte do investimento realizado para atrair aquele contato é desperdiçada.

Por isso, o ROI não pertence a um departamento. Ele é consequência de um sistema no qual marketing, pré-vendas e vendas trabalham para o mesmo resultado.

Ao longo deste artigo, você entenderá por que a integração entre essas áreas é fundamental para transformar demanda em receita.

Boa leitura! 😉

O problema nem sempre está na geração de leads

Quando as vendas ficam abaixo da meta, uma das primeiras reações costuma ser aumentar o investimento em divulgação.

Mais anúncios, mais conteúdos, mais campanhas e, consequentemente, mais leads.

Só que nem toda empresa precisa de mais oportunidades. Em muitos casos, ela precisa aproveitar melhor aquelas que já chegam.

Um lead pode preencher um formulário, chamar pelo WhatsApp ou solicitar um orçamento e, ainda assim, não avançar. A resposta demora, as informações não são registradas, ninguém sabe qual campanha originou o contato ou a abordagem comercial ignora tudo o que ele já consumiu antes da conversa.

O marketing entrega o nome e o telefone. A equipe comercial recebe apenas mais um contato em uma lista.

Todo o contexto construído até aquele momento desaparece.

É nesse intervalo que muitas empresas perdem oportunidades sem perceber. Como não existe acompanhamento integrado, cada área enxerga somente uma parte do processo.

O marketing observa alcance, cliques e leads. A pré-venda acompanha contatos realizados e reuniões agendadas. Vendas olha para propostas e contratos fechados.

Os indicadores podem até parecer bons isoladamente. Mesmo assim, o resultado final não aparece.

A passagem de bastão não pode ser um salto no escuro

Em uma corrida de revezamento, não basta cada atleta correr bem. A troca do bastão também precisa acontecer no momento certo, com velocidade e coordenação.

A mesma lógica vale para a operação comercial.

O marketing prepara o caminho antes da primeira conversa. Ele ajuda a empresa a ser encontrada, explica problemas, apresenta soluções, gera confiança e cria motivos para que o potencial cliente avance.

A pré-venda entende se aquele contato possui perfil, necessidade, momento e condições para seguir para uma conversa comercial.

Vendas utiliza essas informações para conduzir uma negociação mais relevante, responder às objeções e transformar a oportunidade em receita.

O problema é que muitas empresas tratam essas etapas como operações independentes.

O marketing envia uma planilha. A pré-venda faz perguntas que o lead já respondeu. O vendedor recebe poucas informações e começa a conversa do zero. Depois, quando a negociação não avança, cada área encontra uma explicação diferente.

Para o marketing, vendas não soube trabalhar o lead.

Já em vendas, o marketing trouxe um contato sem perfil.

E para a gestão, o investimento não deu retorno.

Pode haver um pouco de verdade em cada percepção. Mas a discussão continua incompleta enquanto a empresa tentar descobrir qual departamento errou, em vez de analisar onde o sistema perdeu eficiência.

O que cada área precisa entregar

Integrar marketing, pré-vendas e vendas não significa eliminar suas diferenças. Cada área possui uma função específica dentro da jornada de compra.

Marketing gera contexto, autoridade e demanda

O papel do marketing não termina na geração de um formulário preenchido.

Antes de falar com a empresa, o potencial cliente pode ter visto um anúncio, lido um artigo, acompanhado uma publicação, pesquisado uma solução ou visitado uma página específica do site.

Esses contatos ajudam a construir percepção de valor. Em mercados B2B, nos quais as decisões costumam envolver mais pessoas e ciclos mais longos, essa construção de confiança se torna ainda mais importante.

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn com 1.500 profissionais de seis países, incluindo o Brasil, mostrou que 94% dos profissionais de marketing B2B consideram a confiança fundamental para o sucesso. O levantamento também destaca a importância de estratégias conectadas às diferentes etapas da jornada de compra. 

O marketing, portanto, não entrega somente contatos. Ele entrega o contexto que pode tornar a conversa comercial mais qualificada.

Pré-vendas transforma interesse em oportunidade

Nem toda pessoa que demonstra interesse está pronta para comprar. Também nem todo contato fora do momento ideal deve ser simplesmente descartado.

A pré-venda ajuda a compreender essa diferença.

Seu papel é investigar a necessidade, verificar a aderência ao perfil de cliente ideal, entender o estágio da decisão e encaminhar para vendas as oportunidades que realmente fazem sentido.

Quando essa qualificação possui critérios claros, o vendedor não precisa gastar tempo tentando descobrir quais contatos merecem atenção imediata.

Ao mesmo tempo, os leads que ainda não estão prontos podem retornar para fluxos de relacionamento e continuar recebendo informações relevantes até que o momento de compra amadureça.

Sem essa etapa, dois problemas aparecem com frequência: vendas recebe uma quantidade excessiva de contatos sem potencial ou oportunidades importantes ficam esquecidas por falta de acompanhamento.

Vendas converte e devolve inteligência ao processo

A equipe de vendas transforma o interesse em uma decisão comercial.

Mas sua função dentro do sistema não termina no fechamento.

As conversas revelam quais objeções aparecem com mais frequência, quais argumentos despertam interesse, por que algumas propostas avançam, por que outras são recusadas e quais características estão presentes nos clientes mais rentáveis.

Essas informações precisam voltar para marketing e pré-vendas.

Quando vendas compartilha o que aprende, o marketing pode ajustar campanhas, conteúdos e segmentações. A pré-venda pode aperfeiçoar os critérios de qualificação. A empresa passa a atrair oportunidades mais aderentes e conduzi-las com mais eficiência.

A passagem de bastão, portanto, não acontece apenas em uma direção. O processo precisa funcionar como um ciclo contínuo de informação e melhoria.

Os sinais de que a integração não está funcionando

A desconexão entre as áreas nem sempre aparece de forma evidente. Em muitos casos, ela se esconde atrás de uma operação aparentemente movimentada.

Há publicações sendo produzidas, campanhas rodando, contatos entrando e propostas sendo enviadas. Mesmo assim, a receita não acompanha o esforço.

Alguns sinais ajudam a identificar esse problema:

  • Marketing comemora o volume de leads, enquanto as vendas reclamam da qualidade.
  • A equipe comercial demora para abordar os novos contatos.
  • O lead precisa repetir informações em diferentes momentos.
  • Ninguém sabe qual campanha originou uma venda.
  • Os motivos de perda não são registrados.
  • Os critérios de qualificação mudam conforme a pessoa responsável.
  • O CRM não representa o que realmente acontece nas negociações.
  • Marketing não conhece as principais objeções comerciais.
  • Vendas não sabe quais conteúdos ou campanhas o lead acessou.
  • Cada área acompanha metas que não se conectam à receita.

Essas falhas dificultam a mensuração do retorno.

Uma pesquisa do LinkedIn e da YouGov mostrou que 78% dos líderes de marketing B2B consideram mais importante demonstrar ROI do que há dois anos. Ao mesmo tempo, muitos ainda não se sentem plenamente confiantes para fazer essa mensuração. 

Isso acontece porque não é possível avaliar o impacto completo do marketing quando os dados ficam fragmentados e o acompanhamento termina antes da venda.

O que uma boa passagem de bastão precisa ter?

A integração não depende apenas de reuniões entre as equipes. Ela precisa estar presente na operação.

O primeiro passo é definir o que caracteriza um lead qualificado. Marketing, pré-vendas e vendas devem compartilhar critérios objetivos relacionados ao perfil da empresa, à necessidade, ao momento de compra e ao potencial da oportunidade.

Também é necessário estabelecer quando e como o contato será encaminhado. Isso inclui definir responsáveis, prazos para a primeira abordagem, informações obrigatórias e procedimentos para oportunidades que ainda não estejam prontas.

A tecnologia ajuda a sustentar esse processo.

Um CRM bem estruturado permite centralizar o histórico do lead, registrar interações, acompanhar cada etapa da negociação e relacionar oportunidades aos canais que as originaram. Automações podem distribuir contatos, enviar alertas, organizar tarefas e reduzir o risco de oportunidades serem esquecidas.

Mas a ferramenta, sozinha, não resolve a falta de processo.

Antes de automatizar, a empresa precisa entender como a jornada deve funcionar, quais informações realmente importam e qual responsabilidade pertence a cada pessoa.

Alguns elementos são essenciais:

  • Perfil de cliente ideal definido em conjunto.
  • Critérios claros de qualificação.
  • Etapas comerciais padronizadas.
  • Responsáveis por cada momento da jornada.
  • Prazo de atendimento dos novos contatos.
  • Histórico centralizado no CRM.
  • Motivos de ganho e perda registrados.
  • Indicadores compartilhados entre as áreas.
  • Reuniões periódicas para análise dos resultados.
  • Retorno de vendas para marketing e pré-vendas.

Quando esses elementos funcionam de forma integrada, a empresa consegue enxergar o caminho completo entre o investimento e a receita.

O ROI é resultado do sistema

Uma campanha pode gerar muitos contatos e apresentar um retorno baixo. Outra pode produzir menos oportunidades, mas alcançar pessoas com maior potencial de compra e gerar contratos mais rentáveis.

Por isso, quantidade não pode ser analisada de forma isolada.

Para compreender o ROI, é preciso acompanhar não apenas quanto foi investido ou quantos leads foram gerados, mas também o que aconteceu depois:

Quantos contatos possuíam o perfil desejado? Quantos foram atendidos dentro do prazo? Quantos avançaram para uma reunião? Quantos receberam uma proposta? Quantos fecharam? Qual foi o valor gerado? Quanto tempo durou o ciclo? Por que as demais oportunidades foram perdidas?

Essas respostas mostram onde o processo está funcionando e onde o retorno está sendo comprometido.

Às vezes, o problema está na campanha. Em outros casos, está na segmentação, na demora do atendimento, na qualificação, na abordagem comercial, na proposta ou na ausência de acompanhamento.

Sem uma visão integrada, a empresa pode aumentar o orçamento de mídia quando deveria corrigir o atendimento. Pode cobrar mais vendas quando o problema está na qualidade da demanda. Ou pode reduzir o investimento em uma campanha que influencia boas oportunidades, mas não recebe o devido crédito pela receita.

O ROI não nasce em um anúncio, em uma ligação ou em uma proposta. Ele é construído ao longo de toda a jornada.

Sendo assim, não importa quantos leads o marketing gerou, quantas reuniões a pré-venda agendou ou quantas propostas o comercial enviou. Se esse esforço não se transforma em retorno para o negócio, existe alguma coisa no caminho que precisa ser revista.

Portanto, o ROI aparece quando as áreas deixam de perseguir resultados isolados e passam a acompanhar a mesma jornada. Quando o marketing entende o que gera oportunidades reais, a pré-venda sabe quais contatos devem avançar e vendas devolve informações que ajudam a melhorar a aquisição.

É assim que a empresa consegue descobrir quais ações funcionam, onde os investimentos estão sendo desperdiçados e o que pode ser repetido para crescer com mais previsibilidade.

Na Gama, somos movidos por ROI porque acreditamos que marketing, pré-vendas e vendas só fazem sentido quando ajudam a construir um negócio mais organizado, rentável e preparado para crescer.

Por isso, não entregamos estratégias que terminam em alcance, cliques ou apresentações bonitas. Analisamos a operação, conectamos as áreas e entramos no jogo para testar, medir e ajustar o que for necessário.

Porque o ROI não está no trabalho de um único departamento. Ele está na capacidade de transformar todo o sistema em resultado.

Quer descobrir onde a sua operação está perdendo retorno? Fale com a Gama e solicite um diagnóstico.

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